sábado, 7 de junho de 2008

Graaaaande Venezuela!!!

A seleção perdeu pela primeira vez para a Venezuela porque Dunga tentou inventar no que não precisava e foi burocrático quando poderia ousar. Inventou uma defesa em linha, com apenas uma semana de treino, e tomou dois gols por péssimo posicionamento. Aí, quando precisava ousar para vencer o jogo no segundo tempo, foi conservador como sempre. Anderson estava bem. Josué entrou bem. Simplesmente não tinha porque pôr o Mineiro. Assim como não tinha porque pôr o Maicon.

O problema é que o Dunga, quando viu que o time não estava bem, voltou com aqueles que considera titulares. Não levou em conta o que estava acontecendo dentro de campo. Mineiro e Josué juntos, contra uma Venezuela completamente recuada, soa até como brincadeira. Os dois não precisam jogar sempre juntos, como uma dupla sertaneja. Para completar, aos 40 do segundo tempo Dunga pôs o Rafael Sóbis em campo, no lugar do Anderson. A cinco minutos do fim? E se era para tirar o Anderson, por que pôs o Mineiro?

Preocupante o fato de, com um estádio inteiro a favor, a equipe considerada titular pelo Dunga ficou com a bola o segundo tempo inteiro e nem levou perigo à meta venezuelana. Mas também a CBF não tinha nada que ter marcado um amistoso contra a Venezuela em Boston numa sexta-feira à noite. Bem feito.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Dinheiro na mão é vendaval

Os altos salários pagos aos jogadores estão dizimando o lucro dos principais clubes da Inglaterra, país com o campeonato mais rico do mundo. Matéria do Wall Street Journal revela que o Chelsea chega ao absurdo de pagar 263 milhões de dólares por ano a seus jogadores. O Manchester, campeão inglês e europeu, gasta “apenas” 180 milhões de dólares. Apenas o zagueirão Terry, do Chelsea, recebe 14 milhões de dólares por ano – o maior salário do país. A Alemanha, com salários muito menores, tem campeonato mais lucrativo. Foram 250 milhões de euros na temporada 2006/07, contra 141 milhões da liga inglesa. Boa administração, nesse ponto, vale mais do que rios de dinheiro. Lição para os clubes brasileiros.

domingo, 1 de junho de 2008

Nem a mãe Dinah


É simplesmente impossível fazer prognósticos antes do início do campeonato brasileiro. Passaram-se apenas quatro rodadas, mas seis times já trocaram de técnico e muitos começam a perder alguns de seus principais jogadores. O São Paulo não terá mais Adriano. O Sport perdeu Romerito. O Inter, considerado favorito, perdeu pontos bobos e Abel para o Catar. O Santos não tem mais Leão. O Botafogo ficou sem Cuca. Murici está na corda bamba no São Paulo. Luxemburgo cogitou sair do Palmeiras. Longe do troca-troca, o Cruzeiro desponta na tabela, mesmo sem grandes estrelas. Mas a bonança pode durar pouco. Marcelo Moreno também está de saída. E ainda faltam 34 rodadas.

Otoridade máuxima


A absurda e ridícula prisão do zagueiro botafoguense André Luiz levanta discussão sobre qual é, afinal, o papel da polícia nos estádios. Proteger jogadores e torcedores, ou fomentar confusões com atitudes truculentas? Invariavelmente, a truculência prevalece.

Despreparados para lidar com situações de conflito, mal treinados e mal equipados, não protegem quem deveriam proteger e tampouco punem os delinqüentes. Torcidas organizadas entram até com bombas nos estádios, ferem inocentes a cada rodada, e raramente alguém vai preso. Situação bem diferente da vivida pelo zagueiro André Luiz. Na hora de mostrar serviço para as câmeras, qualquer policial vira “otoridade máuxima”.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Romerito sangue de barata


Não adiantou Romerito bater o pé, chorar, viajar a Goiânia, apelar pra torcida. O Goiás não topou prorrogar o empréstimo do meia para que ele possa jogar a final da Copa do Brasil. Assim, o grande destaque do clube pernambucano está fora das finais. Como ele mesmo diz, roeu o osso e vai ficar de fora na hora de saborear o filé. Por mais que a diretoria do Sport não imaginasse que o clube chegaria à final do torneio, não podia ter dado a bobeira de acertar o empréstimo com término marcado para o meio de uma competição. Erro comum no Brasil. Até o São Paulo já ficou sem Ricardo Oliveira numa final de Libertadores.

A maior bobagem nesse episódio, porém, cabe à diretoria do Goiás. Romerito já não é mais um guri. Tem 33 anos e contrato com prazo de validade: dezembro de 2008. Com que vontade ele vai entrar em campo pra defender o Goiás no restante do Brasileiro depois de ser impedido de entrar em campo no maior jogo de sua carreira? Por mais que seja profissional, tem horas em que o coração bate mais forte. Faltou sensibilidade à diretoria do Goiás. Cada lance que o Romerito errar pelo clube goiano vai ser questionado. Estaria de corpo mole? Talvez não conscientemente. Mas ninguém tem sangue de barata.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Cai ou não cai?

Pergunta que não quer calar: Muricy Ramalho e Abel Braga resistirão à má fase de São Paulo e Inter? São os treinadores brasileiros mais respeitados dentro de seus clubes, mas enfrentam uma série de maus resultados. Apesar dos títulos e do prestígio, acho que não resistem a mais duas ou três rodadas de derrotas. Brasil é Brasil. A torcida cobra, os jornalistas se esquecem do mês passado e, aí, já viu. Será?

Seleção do Brasileirão

Segue abaixo uma seleção inusitada, que só é possível no futebol brasileiro. Após três rodadas do início do campeonato nacional, escalo a equipe de jogadores que vão deixar o país ao longo do torneio. São, inevitavelmente, os melhores atletas ou as grandes promessas dos clubes. Alguns já têm a saída assegurada, outros ainda não, mas pode crer: ninguém fica depois da metade do ano.

1- Renan, do Inter
2- Leonardo Moura, do Flamengo
3- Felipe Santana, do Figueirense
4- Henrique, do Palmeiras
5- Eduardo Costa, do Grêmio
6- Kleber, do Santos
7- Hernanes, do São Paulo
8- Ibson, do Flamengo
9- Marcelo Moreno, do Cruzeiro
10- Alex, do Inter
11- Adriano, do São Paulo