Abaixo a minha seleção dos melhores jogadores desses primeiros quatros meses de 2008 no Brasil. Vale atuações pelos estaduais, Libertadores e Copa do Brasil. E a sua, qual é?
1- Wilson, do Figueirense
2- Leonardo Moura, do Flamengo
3- Thiago Silva, do Fluminense
4- Henrique, do Palmeiras
5- Pierre, do Palmeiras
6- André Santos, do Corinthians
7- Guiñazu, do Inter
8- Tiago Neves, do Fluminense
9- Obina, do Flamengo
10- Valdívia, do Palmeiras
11- Marcelo Moreno, do Cruzeiro
Técnico: Joel Santana
segunda-feira, 5 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
He belongs to Jesus
Lula, Roger Agnelli, Ivete Sangalo, José Serra, José Padilha, Wagner Moura, Ronaldo, Gisele Bündchen, Henrique Meirelles, Luciano Coutinho, Rogério Ceni, Silvio Santos. Todos influenciam mais meu dia-a-dia do que Kaká, escolhido pela revista Time como o brasileiro mais influente da atualidade. Ótimo jogador e bom caráter, Kaká tem carreira irrepreensível. Daí a figurar na lista da influente revista americana, vai uma distância enorme.
A ressaca dos campeões

Flamengo, Palmeiras, Inter, Coritiba, Cruzeiro, Figueirense e Itumbiara começam a semana como campeões estaduais. Zebra, zebra, só em Goiás. No mais, imaginava-se que o Juventude pudesse surpreender o Inter mais uma vez e que o Botafogo se aproveitasse do cansaço do Flamengo para vencer o segundo jogo e conquistar o título. Mas não deu.
Agora, passada a festa do título, esses clubes ganham ânimo extra para os próximos torneios. O Flamengo continua em grande forma. Joga como há muito tempo não fazia. Parece até o grande time dos anos 1980. Já está nas quartas da Libertadores e, de bem com a torcida, é finalmente favorito para o título brasileiro. O maior trunfo do time, porém, pode se transformar em problema. Ao contrário do time campeão do mundo, o grupo atual não tem um grande craque, o camisa 10 incontestável. Ganha no conjunto. Contar apenas com os gols do Obina, com raros lampejos do Renato Augusto e com a velocidade dos laterais pode ser pouco para satisfazer a expectativa de sua enorme torcida.
O Cruzeiro, campeão estadual que joga a Libertadores, tem jogadores rápidos, de pegada e bons de bola, mas inexperientes. Acovardaram-se na Bombonera e precisam provar que podem enfrentar clubes como o Boca com a mesma fibra que demonstraram contra o galo.
O Palmeiras, se mantiver o Valdívia, reaparece como o melhor time de São Paulo depois de quase uma década. O mais importante do título estadual é acabar com o estigma de time pequeno que já começava a tomar conta dos corredores do Parque Antártica. Quanto a Luxemburgo, gostem ou não, o homem tem o toque de Midas.
No sul, o Inter humilhou o Juventude, com volta por cima do ídolo Fernandão, e desponta como favorito para qualquer torneio que disputar. Falta só o Nilmar jogar o que dele se espera. Figueirense e Coritiba, apesar, dos títulos, vão ter que contratar, e bem, para fazer um papel intermediário no torneio. O coxa não pode se dar ao luxo de perder o Keirrison.
O figueira, por sua vez, tem que decidir se Gallo é o homem certo para levar o clube a mais uma boa campanha no nacional. E, para variar, tem que encontrar um centroavante que decida. Um homem gol fez muita falta na sofrida decisão contra o Criciúma. Edu Sales não é o cara. Já não era no Coritiba e não será no Brasileirão. Outro problema é depender excessivamente de jogadores instáveis como Fernandes e Cleiton Xavier.
Já em Goiás, que semana do alviverde...
Inimigo da sorte

Após mais uma derrota, o técnico botafoguense Cuca pediu desculpas a seu torcedor, garantiu que ninguém amarelou e afirmou que os jogadores chegaram a seu limite. Exausto, cabisbaixo e com a voz triste, lamentou perder um jogo que estava na mão. Mais um jogo. Essa é a sina do Botafogo. E também a do Cuca. Nenhum treinador brasileiro tem tanto a ver com seu clube. Tanto na vitória quanto na derrota, Cuca é a cara do Botafogo.
Um dos melhores treinadores da tal “nova geração”, Cuca simplesmente não consegue conquistar títulos. Essa sina parecia cravada em seu destino desde sua primeira decisão. Dessa eu me lembro bem. O dia era 25 de julho de 1999 e o Avaí, time do Cuca, jogava por um empate no Orlando Scarpelli para conquistar o estadual pela décima quarta vez. A classificação para a final havia sido histórica, com uma vitória sofrida em Criciúma, num jogo em que o Avaí tinha apenas três jogadores no banco. Depois da lamacenta vitória, enquanto peitava seus jogadores, o iniciante Cuca garantiu que “um time com onze machos não precisa de mais ninguém”.
Na final, porém, o vibrante treinador não conseguiu evitar a derrota. Que foi contestada, com gol anulado aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação. Após o apito final, com a torcida alvejada por balas de borracha, Cuca não disse nada aos repórteres. Caminhou sozinho para o vestiário, afundou a cabeça entre as mãos e chorou. Como o futebol é injusto, Cuca vem chorando até hoje. Mas injustiça tem limite. Além de batalhador e exímio motivador, Cuca conhece tática e arma ótimos e ofensivos times com o grupo que lhe entregam.
Europa sem brasileiros
O rolo de Ronaldo com os travestis no Rio de Janeiro representa mais que um episódio esquisito e lamentável de sua carreira, simboliza o fim de uma temporada muito ruim para os brasileiros que jogam na Europa. Temporada que, aliás, ainda não terminou, mas que não reserva surpresas para nossos conterrâneos. Dos clubes com chances reais de serem campeões, nenhum deles tem um brasileiro como seu principal destaque.
Os mais famosos, principalmente, não renderam o que deles se esperava. Kaká, o melhor do mundo, combalido por lesões, não foi capaz de levar o Milan a mais uma boa campanha na Liga dos Campeões – já que o italiano começou perdido. Ronaldinho parece simplesmente ter perdido a vontade de jogar e encantar. Ronaldo, coitado, continua perseguido por lesões e parece ter cada vez menos paciência para dar a volta por cima.
No segundo escalão, os brasileiros também não foram tão decisivos quanto em anos anteriores. No Lyon, Juninho Pernambucano continua em boa forma, mas já não é o jogador mais importante do futuro heptacampeão francês. O cara agora se chama Benzema, um jovem meia francês que já recebe o maior salário do país – 1 milhão de reais mensais. Na Holanda, Afonso, não terminou o ano como artilheiro da Europa. Na Alemanha, Toni e Hibery são os principais jogadores do Bayern, bem à frente de Zé Roberto. Diego também não brilhou como no ano anterior pelo Werder. Na Rússia, o melhor time do ano é o Zenit, finalista da Copa da Uefa, e não o CSKA, repleto de brasileiros. Luis Fabiano pode até ter feito seus gols, mas não será capaz de levar o Sevilha à Liga dos Campeões.
Entre os melhores times do continente, só Robinho se destacou. Finalmente, consegue repetir na Espanha atuações que levaram a torcida santista a compará-lo com Pelé. Mesmo assim, não se pode dizer que é o grande jogador do Real Madri. A Inter de Milão, virtual campeã italiana, nunca foi muito aberta a brasileiros. Liverpool, Chelsea e Manchester, por fim, continuam como sempre foram: avessos a brasileiros.
Se o presente não é dos melhores, não se pode dizer que o futuro não reserva bons momentos para os brasileiros na Europa. Robinho, se firmou. Pato fez ótimas partidas. Anderson, amadureceu. Diego é pretendido pelos grandes. Luis Fabiano também. E até jogadores que saíram daqui longe dos holofotes, como o corinthiano Jô, despontam como bons nomes para os grandes do continente.
Os mais famosos, principalmente, não renderam o que deles se esperava. Kaká, o melhor do mundo, combalido por lesões, não foi capaz de levar o Milan a mais uma boa campanha na Liga dos Campeões – já que o italiano começou perdido. Ronaldinho parece simplesmente ter perdido a vontade de jogar e encantar. Ronaldo, coitado, continua perseguido por lesões e parece ter cada vez menos paciência para dar a volta por cima.
No segundo escalão, os brasileiros também não foram tão decisivos quanto em anos anteriores. No Lyon, Juninho Pernambucano continua em boa forma, mas já não é o jogador mais importante do futuro heptacampeão francês. O cara agora se chama Benzema, um jovem meia francês que já recebe o maior salário do país – 1 milhão de reais mensais. Na Holanda, Afonso, não terminou o ano como artilheiro da Europa. Na Alemanha, Toni e Hibery são os principais jogadores do Bayern, bem à frente de Zé Roberto. Diego também não brilhou como no ano anterior pelo Werder. Na Rússia, o melhor time do ano é o Zenit, finalista da Copa da Uefa, e não o CSKA, repleto de brasileiros. Luis Fabiano pode até ter feito seus gols, mas não será capaz de levar o Sevilha à Liga dos Campeões.
Entre os melhores times do continente, só Robinho se destacou. Finalmente, consegue repetir na Espanha atuações que levaram a torcida santista a compará-lo com Pelé. Mesmo assim, não se pode dizer que é o grande jogador do Real Madri. A Inter de Milão, virtual campeã italiana, nunca foi muito aberta a brasileiros. Liverpool, Chelsea e Manchester, por fim, continuam como sempre foram: avessos a brasileiros.
Se o presente não é dos melhores, não se pode dizer que o futuro não reserva bons momentos para os brasileiros na Europa. Robinho, se firmou. Pato fez ótimas partidas. Anderson, amadureceu. Diego é pretendido pelos grandes. Luis Fabiano também. E até jogadores que saíram daqui longe dos holofotes, como o corinthiano Jô, despontam como bons nomes para os grandes do continente.
domingo, 20 de abril de 2008
Ótima entrevista do ex-jogador Romário
Vale a pena dar uma olhada na entrevista que Romário concedeu a oito jornalistas e comentaristas do canal Sportv. Em mais de uma hora de bate-papo, o agora oficialmente ex-jogador garante que Ricardo Teixeira exigiu sua convocação para o jogo contra o Uruguai, em 1993, afirmou que os jogadores estão cada vez mais programados e não falam o que têm vontade, e disse que ainda não sabe exatamente qual será sua função no comitê organizador da Copa 2014.
Abaixo, algumas das declarações do baixinho. Clique aqui para ver trechos da entrevista. Para assistir todo o programa, ligue no Sportv, hoje, às 21h10.
"O futebol mudou muito. Não só falta irreverência, como um monte de coisa. Os jogadores hoje são muito programados. Eles têm vontade de fazer ou falar alguma coisa e deixam de fazer por que são cercados por agentes, advogados, assessores de imprensa. E dentro de campo, aquele futebol alegre que eu sempre admirei, acabou."
"Eu só fui convocado para o jogo contra o Uruguai no Maracanã em 1993 porque o Ricardo Teixeira mandou me convocar."
"Eu queria parar cedo, aos 28, mas minha preocupação era não me arrastar em campo. Muitos acham que eu devia ter parado antes, mas ainda me sentia bem"
Abaixo, algumas das declarações do baixinho. Clique aqui para ver trechos da entrevista. Para assistir todo o programa, ligue no Sportv, hoje, às 21h10.
"O futebol mudou muito. Não só falta irreverência, como um monte de coisa. Os jogadores hoje são muito programados. Eles têm vontade de fazer ou falar alguma coisa e deixam de fazer por que são cercados por agentes, advogados, assessores de imprensa. E dentro de campo, aquele futebol alegre que eu sempre admirei, acabou."
"Eu só fui convocado para o jogo contra o Uruguai no Maracanã em 1993 porque o Ricardo Teixeira mandou me convocar."
"Eu queria parar cedo, aos 28, mas minha preocupação era não me arrastar em campo. Muitos acham que eu devia ter parado antes, mas ainda me sentia bem"
Meninas têm que ganhar dentro e fora de campo
A seleção feminina enfiou cinco gols na frágil equipe de Gana e garantiu vaga nas Olimpíadas pela quarta vez consecutiva. Mais do que nunca, vai pra ganhar. Cristiane, Marta e companhia dão espetáculo toda vez que entram em campo com a amarelinha.
O que é digno de indignação, mas que acabou passando despercebido, foram as declarações dadas pelas atletas na sexta-feira, um dia antes da partida decisiva. Afirmaram que encaravam o jogo como o mais importante de suas carreiras porque uma derrota poderia até decretar a morte do futebol feminino brasileiro. Não entraram em campo preocupadas em assegurar vaga em Pequim, mas em garantir seus empregos no Brasil e em abrir espaço para milhares de meninas que sonham um dia chegar à seleção.
Já passou da hora de a CBF se preocupar realmente com a modalidade. As jogadoras não podem entrar em campo com todo esse peso nas costas. Não é saudável que se sintam na responsabilidade de fazer gols para garantir o futuro do futebol feminino. Esse papel não cabe a elas. Ou pelo menos não deveria.
O que é digno de indignação, mas que acabou passando despercebido, foram as declarações dadas pelas atletas na sexta-feira, um dia antes da partida decisiva. Afirmaram que encaravam o jogo como o mais importante de suas carreiras porque uma derrota poderia até decretar a morte do futebol feminino brasileiro. Não entraram em campo preocupadas em assegurar vaga em Pequim, mas em garantir seus empregos no Brasil e em abrir espaço para milhares de meninas que sonham um dia chegar à seleção.
Já passou da hora de a CBF se preocupar realmente com a modalidade. As jogadoras não podem entrar em campo com todo esse peso nas costas. Não é saudável que se sintam na responsabilidade de fazer gols para garantir o futuro do futebol feminino. Esse papel não cabe a elas. Ou pelo menos não deveria.
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